- Publicado em
- 23/08/2021
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Novembro Azul: combate e prevenção ao câncer de próstata
Prédio do Congresso Nacional ganhou iluminação especial para a campanha Novembro Azul, de combate ao câncer de próstata (Foto: Zeca Ribeiro/Ag.Câmara)
Os movimentos de alerta à prevenção de doenças e cuidados com a saúde estão ganhando cada vez mais espaço. No mês passado tivemos o “Outubro Rosa”, movimento sobre prevenção do câncer de mama que tomou conta do Brasil, agora chegou a vez de repetir a dose, mas com a atenção voltada para a saúde masculina. O“Novembro Azul”, tem o objetivo de orientar sobre câncer de próstata, assunto ainda cheio de preconceito e resistência entre os homens, que não têm o hábito de ir ao médico para a realização de exames preventivos.
De acordo com o INCA, no Brasil, um a cada seis homens é vítima da doença, que, se não identificada e tratada no estágio inicial, pode levar a óbito. Esse mal é considerado um dos principais fatores responsáveis pela morte entre os homens.
O movimento encontra-se em sua segunda edição e a exemplo do que ocorreu durante o “Outubro Rosa” – quando diversos monumentos brasileiros foram iluminados de rosa para promover a prevenção ao câncer de mama –, o Congresso Nacional recebeu luzes azuis, como forma de incentivar a realização de exames pelos homens. O Cristo Redentor e a Igreja da Penha, no Rio de Janeiro, também participam.
Mutirões da saúde, distribuição de folhetos informativos, palestras e debates sobre a saúde masculina com ênfase para o câncer de próstata, também serão realizados para chamar a atenção da população.
O presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Aguinaldo Nardi, cobrou nesta segunda-feira (4) do governo federal a criação de um centro de referência em saúde do homem para melhorar o acesso da população de baixa renda a exames urológicos. No Senado, a instituição participou do lançamento a campanha de combate e prevenção ao câncer de próstata.
A Sociedade Brasileira de Urologia encaminhou ao Ministério da Saúde projeto que cria centros especializados para homens. Segundo Nardi, é preciso agilizar o atendimento da população de baixa renda no sistema público de saúde. A SBU recomenda que o exame de toque retal para identificar o câncer deve ser feito a partir dos 50 anos para homens sem casos na família e aos 40 a 45 anos para homens negros ou com casos na família.