Voluntariado faz bem à alma e ao coração, literalmente

Estender a mão e ajudar alguém, ou uma causa, sem buscar algo material em troca, apenas pelo prazer de doar-se e envolver-se na experiência que traz uma grande satisfação sentimental, é a expectativa de uma pessoa quando...


Voluntariado faz bem à alma e ao coração, literalmente

 

Estender a mão e ajudar alguém, ou uma causa, sem buscar algo material em troca, apenas pelo prazer de doar-se e envolver-se na experiência que traz uma grande satisfação sentimental, é a expectativa de uma pessoa quando começa uma atividade voluntária, cujas dimensões – com certeza – vão além das descritas. Esse tipo de atividade, além do benefício levado a quem precisa de ajuda, também beneficia a saúde do voluntário: reduz os fatores de risco de problemas no coração, melhora a autoestima, ansiedade e até depressão.

Não precisaria de um estudo para dizer que o trabalho voluntário faz bem à saúde tanto de quem precisa como de quem a pratica. É de se imaginar como o nosso organismo reage tão bem a essa atividade. Mas, por que não comprovar? Um estudo publicado esta semana na revista JAMA fez exatamente isso: comparou dois grupos com características similares, um que se envolveu no voluntariado e outro não, para mostrar o impacto do altruísmo na saúde.

Um grupo de 50 jovens foi para diversas escolas primárias fazer um trabalho voluntário, como jogar ou ajudar os pequenos em suas tarefas. Outro grupo, com características similares, não fez atividade de voluntariado e serviu para comparação. Resultado: os adolescentes que empregaram parte de seu tempo como voluntários apresentaram menos fatores de risco de desenvolver um problema de coração.

Crédito: Lana Pinho / Foto: Doutores da Alegria

Antes e depois da experiência, os pesquisadores fizeram exames e analisaram marcadores de inflamação (como a proteína C reativa), o índice de massa corporal e os níveis de colesterol em todos os participantes, descreve a matéria do El Mundo onde foi publicado o estudo.

Todos os jovens apresentavam um perfil similar de risco cardiovascular antes do voluntariado.

Dois meses depois foi constatado que os rapazes voluntários teriam menores níveis de inflamação, colesterol e sobrepeso em pouco tempo dessa atividade. “Aqueles que melhoraram em maior medida sua empatia e comportamento altruísta foram também os que mostraram uma maior redução em seus riscos cardiovasculares”, destacaram os pesquisadores da revista médica JAMA.

Esta capacidade de “se colocar” no lugar do outro e de prestar ajuda ao que necessita seria a chave dos benefícios do voluntariado.

 

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